Helloween - "Walls of Jericho " ´86
Helloween surgiu em Hamburgo, na Alemanha, no início dos anos 80. Formados originalmente pelo vocalista e guitarrista Kai Hansen (hoje líder do Gamma Ray), o baterista Ingo Schwichtenberg, o baixista Markus Grosskopf, e o guitarrista Michael Weikath (estes 2 últimos, membros da banda até aos dias atuais). O início da banda foi avassalador: participaram da coletânea “Death Metal”, em 1984, com as músicas “Metal Invaders” e “Oensrt of Life” (fizeram parte da mesma coletânea as bandas Hellhammer, Running Wild e Dark Avenger), e em fevereiro de 1985 lançaram seu primeiro disco, na verdade um EP (um Mini-LP) chamado “Helloween”. Este continha 5 petardos: “Starlight” (cuja introdução, que mostrava um sujeito sintonizando algumas estações de rádio, parecia uma referência à “Detroit Rock City”, do Kiss), “Murderer”, “Warrior”, a sensacional “Victim Of Fate”, e “Cry For Freedom”. Nesta edição dupla sendo agora lançada, todas essas músicas citadas foram incluídas, sendo que as músicas do EP “Helloween” iniciam o primeiro CD, antes mesmo das músicas do disco “Walls Of Jericho” propriamente dito, por uma questão cronológica.
Já em dezembro de 1985, lançaram o LP de estréia, o já citado “Walls Of Jericho”. Este continha também uma seleção de faixas que fizeram história e influenciaram dezenas de bandas nos anos seguintes: “Ride The Sky”, “Reptile”, “Guardian”, “Phantoms of Death”, “Gorgar” e a excelente “How Many Tears”, que fechava o disco com chave de ouro. O estilo da banda, baseado em rápidos riffs de guitarra e linhas de bateria idem, com um som pesado porém bastante melódico, acabou sendo definido como speed metal. As guitarras ora duelando, ora solando separadamente, eram influência tanto do Iron Maiden, na época já uma das bandas de heavy metal mais populares do planeta, quanto de bandas mais antigas como o Thin Lizzy e o Wishbone Ash. O baixo de Grosskopf, pulsante e variado, também se tornou referência, assim como o vocal de Hansen, ao mesmo tempo agressivo e melódico. Os arranjos eram de uma forma geral mais elaborados que os das bandas inglesas de NWOBHM, o que ajudou a abrir terreno para novos sub-estilos do heavy metal, culminando com o prog metal, hoje uma febre.
O primeiro CD é fechado pela música “Judas”, que fazia parte de outro EP (com o mesmo nome, “Judas”, e lançado em setembro de 1986), e que continha ainda versões ao vivo de “Ride The Sky” e “Guardians”. Estas duas últimas estão incluídas no segundo CD desta compilação, além das músicas citadas que fizeram parte da coletânea “Death Metal”, e ainda versões remixadas em 2002 de “Murderer” e “Ride The Sky”, que entraram na coletânea “Treasure Chest”. Finalizando, a faixa “Surprise Track” (uma brincadeira com músicas tradicionais), oriunda da versão “picture disc” do EP “Judas”.
Algumas curiosidades... Neste disco de estréia, havia o mascote, “Fang Face”, uma espécie de monstro à la Eddie (do Iron Maiden), que na capa atacava as muralhas de Jericó (daí o título do disco). Na versão bíblica, quem teria liderado a destruição das muralhas teria sido Josué, mais de 1.000 anos A.C., ao som de trombetas, e daí vem outra referência no LP original, pois na contracapa aparece um sujeito com uma cara de abóbora (“Pumpkin Man”), tocando uma trombeta. O mascote Fang Face foi oficialmente declarado morto no EP “Judas”, e posteriormente ressuscitado pelo grupo Gamma Ray, de Kai Hansen, após sua saída do Helloween. Mas esta já é outra estória...
No encarte desta nova versão do CD, há uma interessante entrevista com o guitarrista Michael Weikath, chamando a atenção para vários detalhes da época, assim como as letras de todas as músicas, e várias fotos, incluindo as de todos os integrantes vestindo camisas da revista brasileira “Rock Brigade”(!).
Concluindo, trata-se de um brilhante relançamento, certamente a versão definitiva deste clássico álbum de heavy metal que já suplantou os 20 anos de idade, mas que continua bastante atual, tendo resistido bravamente ao tempo.
Tracklist:
CD 1
1. Starlight
2. Murderer
3. Warrior
4. Victim Of Fate
5. Cry For Freedom
6. Walls Of Jericho
7. Ride The Sky
8. Reptile
9. Guardians
10. Phantoms Of Death
11. Metal Invaders
12. Gorgar
13. Heavy Metal (Is The Law)
14. How Many Tears
15. Judas
CD 2
1. Murderer (Remix)
2. Ride The Sky (Remix)
3. Intro/Ride The Sky (Live)
4. Guardians (Live)
5. Oernst Of Life
6. Metal Invaders
7. Surprise Track
sir_rafael- 06-28-2008
Grande album, se é power ou speed, que se foda, este album é uma bomba, que malhas do cacete, isto sim é helloween :drum
Lusitano- 06-29-2008
O Walls of Jericho é o meu álbum preferido de Helloween, gosto bem mais desta fase da banda do que a fase posterior com o Kiske... grandes malhas o Victim Of Fate e Ride The Sky.
Zé Metal & Company- 10-14-2008
Grande album, se é power ou speed, que se foda, este album é uma bomba, que malhas do cacete, isto sim é helloween :drum
Mai nada ....!!!!!
é um granda album fdx !!!Granda Kai Hansen
Por isso considero Gamma mais Helloween que Helloween!!!!
Zé Metal & Company- 10-14-2008
Boa explicaçâo Pedro (de mestre )
Rockhard_ridefree- 10-15-2008
O Walls of Jericho é o meu álbum preferido de Helloween, gosto bem mais desta fase da banda do que a fase posterior com o Kiske... grandes malhas o Victim Of Fate e Ride The Sky.
Prefiro a fase com o Kiske, sobretudo no Keepers of the seven Keys part.I, um album superior ao "Walls of Jericho" a meu ver e vou dizer porquê:
O Kai Hansen em termos vocais está muito atrás do Kiske, isso todos sabemos, tanto a nível do alcance da voz como a nível técnico, haverá dúvidas? penso que não. Daí nunca ter achado grande piada a Gamma Ray.
O Keepers of the seven Keys tem as composições do Kai Hansen (aí sim, ele era grande) e a voz fantástica do Kiske.
A produção do Keepers I é, a meu ver, superior, os solos são mais definidos, a produção é toda ela mais cheia, a bateria mais pujante. Speed /power metal é para ter vozes agudas e alegres Q.B. algo que no keepers II viria a descambar um pouco...
Para mim, quem não gosta da voz do Kiske é porque não entende verdadeiramente a essência do power/speed metal oldschool germânico.
Ripping Corpse- 10-15-2008
O Walls of Jericho é o meu álbum preferido de Helloween, gosto bem mais desta fase da banda do que a fase posterior com o Kiske... grandes malhas o Victim Of Fate e Ride The Sky.
Prefiro a fase com o Kiske, sobretudo no Keepers of the seven Keys part.I, um album superior ao "Walls of Jericho" a meu ver e vou dizer porquê:
O Kai Hansen em termos vocais está muito atrás do Kiske, isso todos sabemos, tanto a nível do alcance da voz como a nível técnico, haverá dúvidas? penso que não. Daí nunca ter achado grande piada a Gamma Ray.
O Keepers of the seven Keys tem as composições do Kai Hansen (aí sim, ele era grande) e a voz fantástica do Kiske.
A produção do Keepers I é, a meu ver, superior, os solos são mais definidos, a produção é toda ela mais cheia, a bateria mais pujante. Speed /power metal é para ter vozes agudas e alegres Q.B. algo que no keepers II viria a descambar um pouco...
Para mim, quem não gosta da voz do Kiske é porque não entende verdadeiramente a essência do power/speed metal oldschool germânico.
....... :o :o :o :o :o :o :o :o :o :o :o , cuidadoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo, o kiske fdx o feeling todo de helloween, a voz dele e algo pro "gay", a pala dele e que isto esta infestado de bandas com a vozes parecida a dele, o keeper 1 e melhor que o walls a onde?, desculpa la mas a tua opiniao e algo ........ :lol: :lol: :lol: :lol: :lol: :lol:
Rockhard_ridefree- 10-16-2008
:lol: :lol: Já sabia que vinhas aqui defender o teu walls, precisas é de ser envangelizado aqui pelo rockhard :lol:
Bem, até concordo em certa medida, o Kiske foi responsável por muita azeitada que anda por aí mas assim como o Kai Hansen, todos foram responsáveis em certa medida, já aqui foi dito por várias pessoas, sinceramente é algo que pouco ou nada me importa, o que veio depois.
Mas já agora Ripping, deixo-te aqui uma pergunta no ar...Haverá bandas de nível e reprentativas do power alemão da década de 80 que não tenham vocalistas com grandes vozes? Mania, Chroming Rose, Scanner, Rage, tudo bandas com vocalistas que atingiam grandes notas, bem lá no alto com grande alcance. Chamo a isso dar poder ás malhas com as influências do grande senhor Rob Halford, é assim, para mim, o power metal alemão como deve de ser sem azeitadas. É melhor nem comparar a voz do Kai Hansen com os vocalistas das bandas que mencionei....deixem-no trabalhar e compor as músicas e mantenham-no afastado do microfone :o :o :o :o :o :o :o :o :o :o :o cuidadooooooooooooooooooooooooooooooo :lol: :lol:
nunoni- 10-16-2008
o Ripping Corpse tem 110% de razão... comprei o keepers e vendi passado 15 dias! Power metal sim, bem feito sim, bonsx temas tá bem, mas aquela vozinha e uma falta de POWER só me deu vontade de pegar nos $ e ir comprar um disco qualquer de um clone qualquer de Slayer, que os havia aos pontapés!
Rockhard_ridefree- 10-16-2008
o Ripping Corpse tem 110% de razão... comprei o keepers e vendi passado 15 dias! Power metal sim, bem feito sim, bonsx temas tá bem, mas aquela vozinha e uma falta de POWER só me deu vontade de pegar nos $ e ir comprar um disco qualquer de um clone qualquer de Slayer, que os havia aos pontapés!
Então o que é que achas da voz do Peter Wagner dos Rage? o que achas da voz do Gerd Salewski dos Chroming Rose? outro grande vocalista (talvez o melhor do power/speed alemão, o Chris Klauke dos Mania? os Scanner? é tudo gay? ou será o power metal alemão um estilo que não aprecias por aí além? caro Nunoni todos eles partilham uma coisa: grandes notas, grandes agudos e poder vocal acima da média e volto a dizer, o Rob Halford era a inspiração principal. E estamos a falar de bandas bastante representativas de um movimento, portanto o Kiske foi talvez o vocalista mais emblemático desse género, daí eu não entender o porquê de tanto ódio ao homem.
Já agora, os Helloween sempre foram uma banda com uma identidade muito própria, sempre numa onda descontraída e numa de brincadeira mesmo com os abóboras, aspiradores a passarem no meio de videoclips :lol: :lol: lembras-te do video I want out? a voz está mais que enquadrada nesse espírito, na mensagem que procuram transmitir. Lembras-te do video helloween? no meio do pinhal umas gajas gordas vestidas de fadas a andarem á roda das árvores ou lá o que é aquilo...agora pergunto...uma voz agressiva fica ali bem? não me parece...acho que é preciso entender o que uma banda representa e entender o som nesse prisma. Entrar em analogias tipo: ahh e tal prefiro Slayer, arrependi-me e preferia ter comprado uma banda mais estilo Slayer..epa..sabes melhor que eu que não tem nada a ver. ;) Respeito a tua opinião mas custa-me um pouco entender.
nunoni- 10-16-2008
tá bem, tá bem; naquela época simplesmente abandonei as coisas mais softs, por ex Helloween precisamente porque não se levavam muito a sério, era muita brincadeira; ao contrário, o Walls era a sério, o Heavy Metal is the Law era o que o pessoal sentia (e ainda sente), agora brincadeiras não gostámos, porque levávamos a coisa a sério! Portanto muita gente deixou Helloween um pouco de lado, e fomos ouvir thrashaladas com menos nível, isto foi talvez em parte injusto, mas é mais fácil perceber isso a posteriori.
Eu gosto das vozes agudas! E com força! Mas o metal não é brincadeira nenhuma, e precisamente por isso não gosto de aboboradas nem de piratadas; por isso adoro o Walls e os primeiros 2 ou 3 de Running Wild... e o resto não vale muito a pena.
Acho que assim entendes melhor, pelo menos tentei explicar um pouco melhor!
Rockhard_ridefree- 10-16-2008
tá bem, tá bem; naquela época simplesmente abandonei as coisas mais softs, por ex Helloween precisamente porque não se levavam muito a sério, era muita brincadeira; ao contrário, o Walls era a sério, o Heavy Metal is the Law era o que o pessoal sentia (e ainda sente), agora brincadeiras não gostámos, porque levávamos a coisa a sério! Portanto muita gente deixou Helloween um pouco de lado, e fomos ouvir thrashaladas com menos nível, isto foi talvez em parte injusto, mas é mais fácil perceber isso a posteriori.
Eu gosto das vozes agudas! E com força! Mas o metal não é brincadeira nenhuma, e precisamente por isso não gosto de aboboradas nem de piratadas; por isso adoro o Walls e os primeiros 2 ou 3 de Running Wild... e o resto não vale muito a pena.
Acho que assim entendes melhor, pelo menos tentei explicar um pouco melhor!
Sim, entendo perfeitamente, aqui já entramos nos gostos pessoais. Não nego que o Walls tem mais colhões que os Keppers mas acho os keepers mais representativos do que era o power germânico da altura. LOVE IT OR LEAVE IT!!! :lol: :lol: :lol: :lol:
Ripping Corpse- 10-16-2008
......o ze,(rockhard), mas o que detingue o power metal afinal? e as vozes agudas? claro que nao a voz aguda ou alcançar notas agudissimas, nao e sinonimo de power metal, quem afirma estas coisas, sao a malta de, alguma velha guarda que nao suporta as vozes com agudissimos apurados e remete tudo pro gay, comercial e afins, qd estou a referir que o kai e bom, e no sentido de, ele cantar melodico e ao mesmo tempo agressivo tanto no ep como no walls, manowar para mim e power metal, e vez o gajo a guinchar? claro que nao a voz aguda nao e sinonimo de power metal, ha muita banda de heavy, speed e ate algum thrash que colocam vozes agudas em determinadas musicas e nao vejo os dito cujos a dizer que e gaysada, qualquer dia terei de colocar um galo a dar um peido numa das minhas bandas, para ver o que dizem, cuidadooooooooooooo......... :lol: :lol: :lol: :lol: :lol:
Ripping Corpse- 10-16-2008
tá bem, tá bem; naquela época simplesmente abandonei as coisas mais softs, por ex Helloween precisamente porque não se levavam muito a sério, era muita brincadeira; ao contrário, o Walls era a sério, o Heavy Metal is the Law era o que o pessoal sentia (e ainda sente), agora brincadeiras não gostámos, porque levávamos a coisa a sério! Portanto muita gente deixou Helloween um pouco de lado, e fomos ouvir thrashaladas com menos nível, isto foi talvez em parte injusto, mas é mais fácil perceber isso a posteriori.
Eu gosto das vozes agudas! E com força! Mas o metal não é brincadeira nenhuma, e precisamente por isso não gosto de aboboradas nem de piratadas; por isso adoro o Walls e os primeiros 2 ou 3 de Running Wild... e o resto não vale muito a pena.
Acho que assim entendes melhor, pelo menos tentei explicar um pouco melhor!
.....completamente de acordo com aqui o nunoni, aqui esta o espirito de que tanto falo as vezes em relaçao ao power e nao so daquela altura, pena e, nos tempos actuais alguem fazer algo com esse espirito, e virem logo atacar que e gay, comercial e sei la mais o que, pois deve da micose cotuvelar, aprendam a distinguir as coisas, o que e bom e bem feito com alma......... 8)
nunoni- 10-16-2008
"comercial" mudou muito de sentido; este verão estive horas e horas num carro com 3 pessoas que gostam de techno, Amy Whinehouse, trance psicadélico, rock independente alternativo, e outras coisas variadas (até música jamaicana puseram); 1 Cd em cada 8 podia ser eu a meter - não dava 1 em cada 4, porque a seguir eles precisavam do dobro do tempo para se recompor, era democracia a mais para os ouvidos deles :D
Ora bem, meti o velhinho Unleashed in the East, e fui acusado de estar a meter música comercial, melódica, que aquilo nem metal é! tentei explicar que na época Priest eram duros a sério, acusados de serem barulho dos infernos; que são os Metal Gods; que daquele disco, quase todos os nomes de tema se transformaram em nomes de banda; não serviu de nada, não compreendem.
Vamos a ver uma heresia: não gosto de Mercyful Fate. Tá bem que eles tocam fantasticamente, os músicos são do melhor que há, dá gosto ouvir. Mas aqueles falsetes... faz-me pensar que o tipo misturava areia na vaselina. Power zero! O Eric Adams... power 1000!
Os Helloween das abóboras, pelo contrário, não tenho nada contra, apenas não aprecio, acho que o humor pode ficar de fora. A mesma coisa com os Anthrax, no momento em que começaram a fazer humor, tornaram-se em cómicos e não músicos de metal; não digo mal, não me importo de ouvir, mas não me diz muita coisa, e não preciso de ter os discos. Para cómicos venham os gatos fedorentos.
Isto sim é sério:
Striking down the enemy
Fighting hand to hand
Troops are thrusting onwards
Time to take command
Ready to devour
On the attack
Bodies lie dismembered
Maimed, killed, and hacked
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