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Agent Orange- 09-21-2008
Sodom "Persecution Mania" 1987
Em jeito de homenagem a Chris Witchhunter, deixo aqui uma review a um dos discos mais marcantes do thrash-metal. Esta review foi inicialmente publicada na fanzine Irmandade Metálica #2. RIP Chris (1966 - 2008) 42 anos Sodom "Persecution Mania" 1987 Há um amigo meu que define o álbum “Persecution Mania” do trio germânico Sodom, como “algo que parece arder, uma espécie de canhões de fogo, chamas que saem pelas colunas”. Em 1987 o movimento thrash metal europeu e norte-americano estava em plena forma e ebulição criativa e é neste contexto que nasce um dos maiores álbuns da década de oitenta, e quando digo dos maiores, estou-me a referir a qualquer coisa como Top 10, para não dizer Top 5. Um dos obreiros de tudo isto, e justiça lhe seja feita, foi o guitarrista Frank “Blackfire” Gosdzik. Os Sodom foram a sua primeira grande banda e apesar do EP “Expurse Of Sodomy” já indiciar que algo de grandioso estaria para acontecer num futuro muito próximo, nada faria supor que tamanho monstro, tamanha brutalidade condensada em pouco mais de 36 minutos, visse a luz do dia. Tinha nascido uma obra-prima! O álbum abre com um dos temas mais conhecidos dos germânicos, o emblemático “Nuclear Winter”, com um riff de sonho (dos mais geniais da sua carreira) logo a começar, um riff à Blackfire. Segue-se “Electrocution” numa toada rápida e poderosa que será a marca indelével deste álbum, do início ao fim. Ao terceiro tema, os Sodom, principalmente na pessoa de Tom “Angelripper”, assumem uma das suas maiores influências, os Motörhead. Juntamente com os Venom, os britânicos foram a força inspiradora e “Iron Fist” foi a “vítima”, tornando-se numa música tão ou, diria mesmo, mais bem conseguida que o original (ok, o original é o original...) graças ao baixo pulsante e possante da música, na sua linha condutora, e à cavalgada infernal da guitarra de Frank. À quarta música, no tema que dá nome ao disco, “Persecution Mania”, voltamos a descer aos infernos com uma das malhas mais bem conseguidas do disco. Uma grande entrada de dois bombos e um prato ride a dar-nos na cabeça, com mais um riff demolidor, simples (como sempre...) mas absolutamente letal. A temática é a guerra (Vietname, principalmente) e os efeitos que dela podem advir. De facto, este álbum marca uma certa mudança em termos líricos do trio germânico. Os Sodom foram lentamente deixando um conceito inicial de conteúdo mais black metal nos seus primórdios (ou o original, se assim preferirem...) para enveredarem por tópicos mais relacionados com guerra, conflitos, alguma religião e política, mantendo essa linha ainda hoje em dia. As capas também passam, a partir deste álbum, a ser inspiradas em cenários apocalípticos de guerra, sempre com o soldado, equipado para a guerra química, em destaque. “Enchanted Land” não é hit mas é mais uma excelente música deste conjunto. ATENÇÃO! Neste disco não há músicas para encher chouriços, cada minuto, cada segundo é como se o mundo fosse acabar amanhã! Segue-se um pequeno e lento instrumental, “Procession To Golgatha”, com uma guitarra ritmo muito marcada, que abre caminho para “Christ Passion”, a música mais longa do disco mas mesmo com os seus seis minutos e onze segundos, sabe sempre a pouco, pouquíssimo. A entrada de sonho, completamente marcante e que ficamos logo a trautear mentalmente, precede um ritmo que só abranda quando acaba a música. É sempre a rasgar! É incrível a resistência que um homem, neste caso o baterista Chris “Witchunter”, tem de possuir para conseguir aguentar tamanha pedalada! Numa onda meio “Iron Fist”, o penúltimo tema do álbum chama-se “Conjuration” e é mais um daqueles casos em que, não sendo um tema mítico, é igualmente uma boa, potente música. A última faixa, “Bombenhagel” inicia uma tradição nos Sodom, de nos brindarem, na recta final dos seus discos, com temas cantados em alemão, como posteriormente “Ausgebombt” em 89 ou “Stalinorgel” em 91. “Bombenhagel” tem a particularidade de ter um excerto do hino da Alemanha, na altura ainda dividas pela guerra fria em RFA e RDA, transformado num magnífico solo de guitarra. Resumindo, “Persecution Mania” constitui um must para qualquer apreciador de thrash metal do mais puro que existe, é um disco intemporal, com um som como poucos (cortesia do produtor Harris Johns) e de uma inspiração de que não há memória. Depois disto ainda viria mais uma grande bomba, o clássico “Agent Orange”, o maior sucesso comercial dos germânicos, entrando na tabela de vendas alemã. Mas Frank Blackfire - o principal compositor - deixaria a banda nesta altura, já não indo sequer em digressão. Infelizmente, os Sodom nunca mais foram os mesmos, perdendo-se em infinitas mudanças de formação e algumas alterações na sua sonoridade para além de alguma falta de inspiração, por vezes, assustadora. Outro elemento fundamental foi Chris Witchunter, que abandonaria a banda pouco depois de “Tapping The Vein”. O trio perfeito estava desfeito e os Sodom, definitivamente, nunca mais seriam os Sodom com a pujança dos 80’s. Há álbuns e álbuns mas “Persecution Mania” é um daqueles casos em que, em qualquer momento, em qualquer lugar, estaremos sempre prontos para o devorar! Pela milionésima vez... 1. Nuclear Winter 2. Electrocution 3. Iron Fist 4. Persecution Mania 5. Enchanted Land 6. Procession To Golgatha 7. Christ Passion 8. Conjuration 9. Bombenhagel Uma última observação: Pessoal (mais novo, principalmente) que não conheça este disco, façam um favor: Roubem-no, descarreguem, façam o que quiserem, mas tenham tenham isto, por favor!!

Rockhard_ridefree- 12-31-2008

Este album é realmente uma bomba nuclear de riffs, uma pérola do thrash. Houve entretanto uma reedição europeia da SPV com uma regravação da outbreak of evil e o EP "Expurse of sodomy" de 87 que tem lá a melhor malha de Sodom para mim: My Atonement. É absolutamente genial essa música, desde a intro semi-acústica até se começarem a ouvir os riffs a crescer e com uma mudança de rimto avassaladora mais no meio enfim...que obra prima. O solo é também fantástico cheio de tappings. Ouçam essa música que vale bem a pena!!!!!

Santyago- 12-31-2008

Fui ouvir este álbum graças à review aqui deixada. De longe, um dos melhores álbuns de Thrash que já ouvi! Ouvindo riffs do Blackfire e uma cavalgada milenar feita pelo Witchhunter mais o baixo com os vocais do Angelripper que complementam muito bem a música, é sem dúvida um dos álbuns poderosos que define o Thrash Metal!

diabox- 01-01-2009

sodom é sodom sodom é O thrash

Rockhard_ridefree- 01-02-2009

Já agora deixo aqui o tema "My atonement" para aqueles que não tenham esta malha no Persecution Mania. http://www.youtube.com/watch?v=xRqZeZnTv7k Sem palavras mesmo, é um composição só ao alcance de alguns.

Valter- 01-02-2009

Já agora deixo aqui o tema "My atonement" para aqueles que não tenham esta malha no Persecution Mania. http://www.youtube.com/watch?v=xRqZeZnTv7k Sem palavras mesmo, é um composição só ao alcance de alguns. Grande malha, sem duvida. É originalmente do "Expurse of sodomy". O CD que tenho do "Persecution mania" tem essas faixas bonus.

Trainkill- 01-03-2009

Este album é realmente uma bomba nuclear de riffs, uma pérola do thrash. Houve entretanto uma reedição europeia da SPV com uma regravação da outbreak of evil e o EP "Expurse of sodomy" de 87 que tem lá a melhor malha de Sodom para mim: My Atonement. É absolutamente genial essa música, desde a intro semi-acústica até se começarem a ouvir os riffs a crescer e com uma mudança de rimto avassaladora mais no meio enfim...que obra prima. O solo é também fantástico cheio de tappings. Ouçam essa música que vale bem a pena!!!!! Méne essa malha para mim é TOP se soubesse tocar era uma cover que não dispensava TOP TOP

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